Aqura

Papa João Paulo II – Escravo por amor, TOTUS TUUS

O Papa João Paulo II expressava um grande amor à Santíssima Virgem. Tanto, que escolheu para seu lema de pontificado, o “Totus Tuus” – Todo teu, ó Maria!.

Quando seminarista leu o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Sua devoção a Nossa Senhora, desde então, tornou-se mais intensa. Como ele próprio disse: “A leitura deste livro marcou em minha vida uma transformação decisiva... A consciência foi que a devoção de minha infância e mesmo de minha juventude para com a Mãe de Cristo ganhou uma nova dimensão... Enquanto antes me mostrava reservado, com medo de que a devoção a Maria pudesse deixar Cristo na sombra, em vez de lhe dar prioridade, entendi agora, à luz do Tratado de Grignion de Montfort, que a realidade é totalmente diferente. A devoção a Maria, que tomou assim uma forma determinada, continuou viva em mim. Tornou-se uma parte integrante da minha vida interior e de meu conhecimento espiritual de Deus”.

(“Não tenham medo”, André Frossard, entrevista com o Papa João Paulo II, ed.Círculo do Livro, pág. 143-145).

Em uma carta do Papa João Paulo II, do dia 15 de agosto de 1984, por ocasião da celebração de XXV aniversário da consagração da Itália ao Coração Imaculado de Maria explica os fundamentos bíblicos e teológicos da Consagração à Santíssima Virgem: O significado antigo da consagração à Virgem Santíssima consiste não apenas num efêmero gesto devocional, mas na acolhida filial daquela que Cristo nos deu por Mãe na ordem da graça, na pessoa do discípulo amado (cf. Jo 19, 25-27).

Tal relacionamento direto e permanente com Maria na oração, na disponibilidade ao seu influxo e na assimilação das suas atitudes evangélicas, por sua vez transforma-se em um caminho de fidelidade a Cristo, de docilidade ao Espírito Santo, de comunhão de amor com o Pai e de vida eclesial.

Espero, portanto, que o renovado empenho de consagração a Maria seja visto e vivido em referência à história da salvação, ‘como modo seguro para realizar a aliança com Deus’, restabelecida por Jesus Cristo no Mistério Pascal e efetuada pelos cristãos no batismo, na confirmação e na Eucaristia.

Consagrados a Deus por iniciativa gratuita do amor misericordioso, devemos viver para Ele, oferecendo a nossa pessoa ‘como sacrifício vivente, santo, agradável a Deus’ (Rm 12,1) sob o exemplo de Maria, a Virgem consagrada ao Senhor.